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Pessoas com prótese agora conseguem sentir seus membros

Neurocientistas na Universidade de Genebra encontraram uma maneira inovadora que possibilita que o cérebro receba informações sensoriais advindas dos membros prostéticos ao utilizarem uma interface cérebro-máquina de controle ótico. 

Pesquisadores situados em Genebra descobriram uma nova possibilidade de conexão entre o cérebro e membro prostético. (Imagem Genérica)

Atualmente, o fluxo de informação entre o cérebro e o membro artificial é unidirecional: atividades neurais – como o desejo de movimentar a prótese – é decodificado por eletrodos e traduzido em movimentos. Tais sistemas, no entanto, apresentam baixa precisão devido à inexistência de retorno sensorial da prótese. Pesquisadores da Universidade de Genebra (UNIGE) descobriram que é possível transmitir a percepção perdida de volta ao cérebro ao estimularem a atividade neural no córtex, e a partir disso o processo de aprendizado essencial ocorre muito rapidamente.

Os estudos foram realizados em ratos de laboratórios: “Nós queríamos testar se os ratos conseguiriam aprender como controlar as próteses neurais ao depender somente no retorno do sinal artificial sensorial” explica Mario Prsa, pesquisador na UNIGE  e primeiro autor do estudo, durante uma coletiva de imprensa.  

Essas descobertas publicadas na revista científica Neuron abrem caminho para o desenvolvimento da nova geração de próteses neurais bidirecionadas que conseguem se movimentar mais rapidamente e precisamente por causa da ligação cerebral direta, também abrindo a possibilidade de se sentir objetos a partir da sensibilidade com aplicação de pressão.

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