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Suíça incentiva a criação de novos medicamentos

O setor farmacêutico da Suíça é um dos mais importantes para a economia do país. Isso porque ele é responsável por cerca de um terço das exportações. Representada por uma mistura de multinacionais com empresas de pequeno e médio porte, boa parte destas companhias estão concentradas no cantão de Valais, localizado ao sul do país. Lá, predominam negócios com foco em tecnologia e ciências da vida. É por ali também que são desenvolvidos alguns dos medicamentos que serão usados em todo o mundo.

Panorama do setor

Em 2015, a Suíça conseguiu emplacar duas empresas entre as cinco maiores do setor farmacêutico no mundo. Hoffmann-La Roche ocupou a segunda posição com um faturamento de US$ 50.111 milhões. Ela é a companhia responsável por medicamentos como o Rivotril. De acordo com os dados do grupo especializado na área, Sanofi, a outra importante companhia suíça é a Novartis, que alcançou a quarta colocação com a receita total de US$ 49.414 milhões.

Em relação ao desenvolvimento de medicamentos, o país europeu se destaca por ter especialistas graduados em setores como tecnologias da informação e comunicação (TIC), eletrônica e medicina técnica. Outro ponto positivo é que a autorização para um produto entrar no mercado sai bem mais rápido do que em outros países. Na Suíça, o processo leva cerca de onze meses.

Conexão Brasil-Suíça

Atualmente, não existem muitas empresas brasileiras do setor farmacêutico que estão baseadas ou possuem uma filial na Suíça. Porém, quem aposta no país, não se arrepende da escolha. Uma delas é a WAMA Diagnóstica. Especializada em pesquisa, desenvolvimento e produção de kits e reagentes para diagnóstico laboratorial, a companhia ainda é novata na região, já que abriu uma subsidiária em julho de 2015.

O principal objetivo da paulista é desenvolver produtos inovadores nos setores de biotecnologia e Diagnóstico In Vitro (IVD). Seu primeiro projeto está em andamento e deve se estender até 2017. Ele contará com um investimento total de 1 milhão de francos suíços (CHF). Após o desenvolvimento, as tecnologias serão transferidas para a unidade brasileira, onde serão fabricados e comercializados os produtos criados a partir dela.

Vale ressaltar que uma empresa estrangeira pode se basear no país europeu de duas formas: com uma subsidiária (empresa de responsabilidade limitada, chamada de Aktiengesellschaft ou simplesmente AG) ou uma sucursal. Se você quer investir no país, mas ainda tem dúvidas, saiba que o manual “Estabelecer uma empresa na Suíça” é um ótimo aliado. Para fazer o download do arquivo, acesse aqui.

A Suíça está sempre de braços abertos para receber quem aposta em inovação. Para se dar bem no país, você deve se adequar profissionalmente e culturalmente à nação. Uma boa dica para estreitar os laços é contatar o Swiss Business Hub, pois eles conseguem conectar o empresário brasileiro ao ambiente de negócios suíço. De resto, aposte na criatividade brasileira e seu investimento na área farmacêutica valerá a pena.

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